17/07/2019 às 09:25

Atraso no recolhimento do FGTS e do INSS não caracteriza dano moral

Segundo o TST a conduta não é suficiente para o deferimento do pedido de indenização, devendo ser demonstrada o prejuízo de ordem moral.

A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho excluiu da condenação imposta à Trade Polymers do Brasil Indústria e Comércio Ltda., de Barueri (SP), o pagamento de indenização por danos morais em razão do atraso no recolhimento do FGTS e da contribuição previdenciária de um empregado.

Foro íntimo

O juízo da 2ª Vara do Trabalho de Barueri havia julgado improcedente o pedido de indenização, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) condenou a empresa ao pagamento de R$ 3 mil ao empregado. Para o TRT, a conduta do empregador de atrasar o recolhimento do FGTS e do INSS teria afetado o foro íntimo do empregado e causado prejuízos a ele.

Demonstração

O relator do recurso de revista da empresa, ministro Dezena da Silva, observou que a questão está pacificada no TST no sentido de que, diferentemente de quando se dá o atraso reiterado de salários, a simples constatação do não recolhimento dessas parcelas não é suficiente para justificar a condenação ao pagamento da indenização. É preciso, segundo ele, a demonstração de prejuízo de ordem moral. 

A decisão foi unânime.

Processo: RR-1776-44.2014.5.02.0202

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho.

Problemas com a imagem

Sobre o Sindicato

Sindicato do Comércio Atacadista do Vale do Itajaí

  • Endereço:
    Rua Eugen Fouquet, 133 - Victor Konder - Blumenau/SC
  • CEP: 89012-140
  • Processo: 351
  • Telefone(s): (47) 3221-5750
    Fax:
  • Email contato: contato@sincavi.com.br
  • Presidente:
    CÉLIO FIEDLER